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TRATAMENTO DO HIV EVOLUIU MUITO EM 40 ANOS, MAS AINDA HÁ ESPAÇO PARA MAIS


Até o final de 2020, cerca de 37,6 milhões de pessoas viviam com HIV no mundo. Por conta da evolução do tratamento, atualmente a expectativa de vida de uma pessoa infectada pelo vírus da imunodeficiência humana é muito semelhante ao restante da população.

Mas nem sempre foi assim. No começo da década de 1980, logo quando o HIV começou a ser relatado, a comunidade científica mundial enfrentou o seu maior desafio: como tratar uma doença mortal causada por um vírus desconhecido? Era algo totalmente novo para os cientistas e pesquisadores, logo, receber um diagnóstico de HIV era quase uma sentença de morte.


De acordo com Valdez Madruga, infectologista e pesquisador da Casa da Pesquisa do Centro de Referência e Treinamento - DST/Aids (SP), no início, a doença era conhecida como "peste ou câncer gay", pois ainda acreditava-se que apenas os homossexuais eram infectados.

"Depois, descobriu-se que a doença atingia também pessoas com hemofilia e usuários de drogas endovenosas e, posteriormente, mulheres. Apenas aí começaram a pensar que o HIV era transmitido por um agente infeccioso por meio da relação sexual ou por transfusão de sangue", relembra.

A situação gerou um pânico mundial e a Aids, que é uma síndrome clínica, ou seja, quando surgem os sintomas, foi disseminada amplamente. De forma bastante resumida, o HIV (sigla do vírus da imunodeficiência humana, em inglês), ataca o sistema imunológico, que defende o organismo de doenças.

O vírus tem como células-alvo os linfócitos T CD4, responsáveis por identificar e destruir os microrganismos estranhos que entram no corpo humano. Sendo assim, os infectados desenvolviam Aids e morriam após contrair infecções oportunistas, ou seja, doenças que seriam combatidas facilmente por um sistema imunológico competente. Era o caso da pneumonia ou tuberculose, por exemplo.

Nesta época, as pessoas infectadas ainda morriam pouco tempo depois do diagnóstico. "Não tínhamos medicamentos disponíveis para tratar a doença. Eram tratamentos paliativos. Somente no final dos anos 1980 começaram a surgir os primeiros medicamentos e mesmo assim a resposta não era boa", completa Valdez Madruga, que também é coordenador do Comitê de Aids da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

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