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NOVOS DETALHES DA 'CHACINA DE CAMARAGIBE' REVELAM REUNIÃO DE POLICIAIS PRÓXIMO A FOP E USO DE ARMAS (NÃO OFICIAIS)

Novos detalhes da investigação realizada por uma equipe de promotores do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) reforçam a tese de que dois tenentes-coronéis lideraram a “operação” que resultou em uma sequência de assassinatos após as mortes de dois policiais militares em Camaragibe, no Grande Recife, em setembro de 2023.

O caso, que ficou conhecidonacionalmente como a Chacina de Camaragibe.

No documento da denúncia encaminhada ao MPPE, os promotores destacam que a ação policial teve início após as mortes do soldado Eduardo Roque Barbosa de Santana, de 33 anos, e do cabo Rodolfo José da Silva, 38. Após tomarem conhecimento das mortes dos PMs, o então comandante do 20º Batalhão da PM, tenente-coronel Fábio Roberto Rufino da Silva, e Marcos Túlio Gonçalves Martins Pacheco, que ocupava o segundo posto de comando da inteligência da PM, teriam acionado vários PMs para dar início à perseguição do suspeito, Alex, e de familiares dele.


“Os denunciados tenente-coronel Marcos Túlio e tenente-coronel Rufino convocaram os denunciados e outros policiais, de serviço e de folga, para reunião realizada nas proximidades da FOP (Faculdade de Odontologia de Pernambuco), tendo estes sido propositalmente orientados e autorizados a comparecerem ao local em veículos sem placas, viaturas descaracterizadas, com vestimentas à paisana, utilizando balaclavas, fortemente armados, com armas ‘cabrito’ (não-oficiais), para realizarem a missão de caçada a Alex e seus familiares, no intuito de matá-los, em vingança à morte dos dois policiais, ocorrida horas antes”, descreve o MPPE.


O relatório da investigação aponta que os tenentes-coronéis “participaram intensamente das trocas de mensagens entre os policiais, em que eram passadas informações a respeito dos familiares de Alex, bem como dele próprio”. Diz ainda que “em nenhum momento, antes ou depois dos bárbaros homicídios praticados, os denunciados Marcos Túlio e Fábio Rufino expressaram desacordo ou contrariedade com as ilegalidades praticadas durante a preparação das execuções”.


“Em verdade, tinham plena consciência do que estava acontecendo. E mais, após os crimes, o que se viu foram ações tendentes ao acobertamento dos delitos ou proteção aos executores”, pontua o MPPE, que destacou que a quebra de sigilo telefônico e telemático foram fundamentais no esclarecimento dos fatos.

A Polícia Civil e o MPPE também precisam esclarecer como foi a dinâmica das mortes dos PMs. Havia uma suspeita de que Alex poderia ter contado com ajuda de outra pessoa.


Não há prazo para conclusão das investigações e para o envido de novas denúncias à Justiça.


Com informações do JC



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