🔵 MULHERES PROMETEM ATO CONTRA PROJETO QUE TRAMITA NA CÂMARA DE VEREADORES DE CAMARAGIBE 

Após Câmara Municipal de Camaragibe aprovar projeto de lei de autoria do vereador Toninho que proíbe o comércio, propaganda, distribuição ou implantação de anticoncepcionais, pela rede municipal de saúde, inclusive a matéria foi aprovada, após empate de votos dos parlamentares, com o voto de minerva do chefe do Legislativo. Diante da aprovação, um grupo de mulheres que se apresentam como 'representantes da sociedade civil de Camaragibe' emitiram uma nota em repúdio ao que foi classificado como "ato de machismo e misognia". Elas estão organizando um ato em frente da Câmara Municipal da cidade durante a segunda votação do projeto, na próxima terça-feira (17), o protesto entitulado como "Mulheres contra a lei 042/2020" está marcado para às 8hrs. A exigência é de que o vereador "crie projetos de leis que não viole os nosso diretos. Tendo em vista que já existem leis federais que tornam legal o uso de métodos contraceptivos". ▶️ Segue a nota: Nós, mulheres representantes da sociedade civil de Camaragibe, manifestamos nosso total repúdio ao ato de machismo e misoginia apresentado pelo atual Presidente da Câmara Municipal de Camaragibe, que lançou um projeto de lei de número 042/2020, onde viola diretamente os direitos das mulheres. Na ocasião, o mesmo afirma que são métodos "abortivos", apontando total desconhecimento sobre o assunto. Além de violar nossos direitos, ele desrespeita nossas vivências enquanto mulher, e ignora nossa luta diária pela emancipação dos nossos corpos. Contudo, lutaremos até que todas sejamos livres!

FIM DA NOTA

O projeto seguirá para 2ª votação, na próxima terça-feira (17). O vereador justificou que “visa valorizar a vida. Por isso, queremos proibir que o Sistema de Saúde Municipal faça propagandas, distribua ou implante micro abortivos como o dispositivo intrauterino (DIU), a pílula só de progestógeno (minipílula), o implante subcutâneo de liberação de progestógeno (Norpant), a pílula do dia seguinte, a pílula RU 486, a vacina anti-HCG e qualquer outro dispositivo, substância ou procedimento que provoque a morte do ser humano já concebido, ao longo de toda sua gestação”.

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