ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL PAULO ANDRÉ - POLÍTICA EM FOCO


O Camaragibe Agora visando à importância de manter seus leitores em sintonia com o que acontece nos bastidores da politica local, tendo em vista que vivemos um momento muito delicado na cidade, resolveu conversar com o presidente da Câmara Municipal de Camaragibe, vereador Paulo André (PSB).A nossa entrevista foi através de alguns questionamentos, tomando por base alguns assuntos que são citados pelos munícipes.

Quando questionamos sobre a possibilidade ser concorre ao cargo de prefeito na cidade, Paulo reafirmando que sua intenção e continuar dando o melhor como vereador. Abordamos também sobre seu trabalho a frente da Casa Vicente Lacerda de Menezes, sede do Executivo, as denuncias que ele realizou assim que assumiu e outros assunto.

Sobre um assunto muito presente na cidade “FAKE NEWS”, buscamos saber qual era a opinião do vereador Paulo André. “É triste, ver pessoas ou grupos políticos se esconderem atrás de páginas Fakes para disseminar mentira e atrair o ódio da população a determinado indivíduo ou ser político, penso que, os que hoje atacam, amanhã também serão atacados, uma pena, porque muitas das vezes acabam saindo do campo político e vão para o pessoal, esquecendo que podem estar destruindo não só o político, mas uma família por trás disso tudo é lamentável, mas existe e principalmente aqui em nossa cidade, digo sempre, é bom checar a fonte e quem tá replicando, porque todos respondem criminalmente”.

Segue as perguntas que foram direcionadas ao parlamentar e suas respostas.

C.A: Como o senhor avaliar o cenário politico local?

A cidade passou por uma turbulência nos últimos quatro anos, o que gerou uma confusão muito grande na cabeça do cidadão Camaragibense, hoje o munícipe fica naquela de quem deve acreditar; o que é certo e errado; no momento, a cidade passa por uma instabilidade político financeira muito grande, espero que isso possa mudar nesses próximos anos e o quanto antes será melhor para a cidade.

C.A: Como o senhor avalia a gestão da prefeita Doutora Nadegi Queiroz?

A atual gestão passou por muitos altos e baixos, primeiro um gestor que não conseguiu dar continuidade ao que outro começou, depois não traçou metas para os seus sucessores e ainda desfez o que com o outro deu certo, não bastante isso, esbarramos em escândalos e instabilidade jurídica que a cidade viveu por 2 anos a chapa do prefeito “A” vai cair, prefeito “B” vai assumir, a vice não assumi, quem vai gerir a cidade é o presidente da Câmara, foi assim por muitos tempo. Até que, assumiu a atual prefeita, quando começou seu mandato veio à pandemia travando tudo e obrigando a suspender obras, licitações, processos para apresentação de projetos e etc; posso dizer que nesses 4 anos de legislatura não se pôde fazer muita coisa, apenas fazer o dever de casa com o básico e tentar gerir com o mínimo.

C.A: Políticos e especialistas jurídicos cogitam a possibilidade de uma intervenção no executivo, por conta de supostos atos ilícitos. Qual sua opinião?

Até o presente momento nada nos foi enviado por qualquer órgão fiscalizador que pudesse cogitar tal situação em nossa cidade, o que tem chegado para nós referentes a pedidos de informações seja do Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado, temos se dedicado para responder a todos com a maior brevidade, apresentação de provas e documentos possíveis, seja para dirimir dúvidas, denúncias, ou até, instruir procedimentos processuais que possam estar em andamento, esse é o meu papel e minha obrigação.

C.A: Você acredita que os eleitores de Camaragibe buscam uma renovação política e que os mesmo estão mais maduros? Em que essa renovação pode influenciar na eleição de 2020?

Bem, ouvi que o Povo queria renovação desde 2012, ai mudaram uma parcela da câmara e a prefeitura, continuaram dizendo que nada mudou, novamente tivemos uma renovação maciça na câmara nas eleições 2016 e a mudança de um prefeito, daí continuei ouvindo inúmeras queixas e insatisfações em quem tinham votado. Parei, pensei, até cheguei a ver colegas que trabalhavam perde o mandato e outros que nem acreditava voltar para a cadeira, voltaram, comigo fica essa interrogação, será que o problema tá em renovar por renovar, ou porque precisamos primeiro saber em quem votar e se esse candidato/político está apto para representar seu povo e sua cidade, essa é a grande dúvida, e aí deixo para os eleitores que terão oportunidade no próximo pleito em 15 de novembro de 2020, escolhermos o que é melhor para nossa cidade.

C.A: Se fosse eleito prefeito de Camaragibe, qual seria sua principal plataforma de governo?

A nossa principal plataforma de Governo seria o equilíbrio das contas, a diminuição da dívida do município, visando com isso o enxugamento da máquina pública, além de fazer junção e adequação de algumas secretarias que hoje não existem e muito dificulta capitanear recursos para a cidade; buscaria ainda ampliar as parcerias com o Governo do Estado e Governo Federal para realizar obras necessárias e importantes para a cidade, que dependem de alguns convênios, pois é sabido que com recursos próprios é muito difícil executar; Procuraria no primeiro escalão ter secretários técnicos e habilidosos nas suas respectivas pastas e área de atuação, no segundo escalão uma equipe política para ajudar na interação com a população de nossa cidade, e Buscaria também revitalizar as áreas de lazer nos bairros, onde não tivesse criar mecanismos para ajudar, diminuir a ociosidade dos jovens, buscar meios de dar ocupação à mente e mudar a cara de cada bairro com equipamentos públicos que dêem gosto para o munícipe que ali reside.

C.A: Existe alguma possibilidade do vereador Paulo André concorre ao cargo de prefeito na eleição de 2020?

No atual cenário político não vejo essa possibilidade, até porque em nenhum momento deixei meu nome a disposição para tal, penso em continuar dando o melhor como vereador da minha cidade, a cidade precisa continuar melhorando suas leis e amadurecendo a ideia de qual geração irá administrar essa cidade pelos próximos anos.

C.A: Durante alguns anos a cidade de Camaragibe tem sofrido pela ineficiência de alguns gestores, quais estratégias que você utilizaria para atrair a credibilidade da Prefeitura?

Primeiro passo enquanto gestor seria abrir a caixa preta da Prefeitura, assim como fiz na Câmara de Vereadores, afinal, os gastos, cargos, despesas e receitas, quanto às dívidas advindas de outros gestores, os débitos e créditos que a cidade tem, o Povo precisa saber da verdade e a nossa realidade financeira. Após isso, começaria a traçar metas trimestrais para resgatar a credibilidade do mercado, dos políticos e principalmente da População, até porque nossa cidade lá fora, pouco se tem respeito por conta do descrédito criado por alguns que tiveram oportunidade e nada fizeram pela cidade, pelo contrário, mancharam o nome.

C.A: Após 3 meses a frente da Presidência da Câmara Municipal, quais foram as mudanças em relação a gestão passada?

Conseguimos primeiro prestar contas ao Povo e mostrar que nada tem para serem escondidos de quem paga seus impostos, direcionando para o pagamento de salários de todos os servidores, vereadores e comissionados. Procuramos fazer gestão em pouco tempo, conseguimos economizar mês em torno de 40 mil reais, daí doamos em forma de repasse para a Prefeitura 100 mil reais para ajudar nas políticas de combate ao COVID-19, além de trazer uma maior harmonia entre servidores, vereadores e assessores, trabalhar num ambiente com paz faz toda a diferença. Destaco ainda, tenho um projeto mais as recomendações do Tribunal de Contas do Estado me impediram colocar em pauta, pois não se pode desde março/2020 fazer modificações na lei do plano de cargos e carreiras e nem adequações administrativa, mesmo assim até a minha saída, apresentarei um projeto para diminuir pela metade todos os cargos comissionados da mesa diretora e dos gabinetes dos vereadores, essa é minha meta para a gestão enquanto presidente.

C.A: Assim que assumiu como presidente, o senhor convocou uma coletiva e imprensa onde realizou uma série de denúncias, inclusive sobre uso indevido de recursos da Câmara Municipal pelo ex-presidente Toninho, como andar as investigações? Já houve algum avanço?

Sim, apresentei o que analisei com minha equipe de contabilidade e jurídica, que supostamente poderia estar errado, procurei não fazer e nem faço juízo de valor pelo que identifiquei do anterior presidente, apenas abrir a caixa preta e mostrei o que achei necessário e pertinente para o Povo saber. Sobre os andamentos, tudo foi encaminhado aos órgãos competentes e de direito para dar seguimento ao que achar necessário, bem como os vereadores, nada foi feito as escondidas, tudo foi aberto ao público para terem acesso e conhecimento da realidade do Poder Legislativo de sua cidade.

C.A como o senhor avalia as ações de combate à COVID19 pelo executivo? A Câmara tem acompanhado?

A câmara fez seu papel acompanhando, inclusive minha pessoa e outros vereadores fomos autores da criação de uma Comissão Especial para fiscalização dos recursos direcionados para o enfrentamento do COVID-19, sobre as ações elas aconteceram em nossa cidade mesmo que de forma lenta, pois na ponta só sente na pele os que foram atingidos ou que precisaram de atendimento, e puderam ver a eficiência, dedicação dos profissionais que fazem a saúde em nosso município, óbvio, que sempre vai faltar e sempre vamos querer mais.


C.A: “PERGUNTA FEITA POR UM ELEITOR” – O que mais destrói o crescimento municipal, a pandemia ou a corrupção sistemática que foi introduzida na administração pública?

O que mais destrói o crescimento de um município não é só os problemas de saúde como o exemplo a pandemia do COVID-19, as muitas broncas na Educação, no setor de obras ou saneamento de uma cidade. O que mais destrói uma cidade é ter pessoas dentro da administração pública viciadas, acostumadas com as coisas fáceis e o jeitinho errado para beneficiar alguém, a corrupção não nasce do gestor que senta na cadeira ou do político que assume hoje, a pessoa pode até se deixar levar pelo sistema muita das vezes, entendo que, ou você entra certo de como é e cria mecanismos de mudar, ou então será mais um que vai sentar na cadeira e deixará os viciados fazer e mandar como bem entenderem, ficando um gestor engessado, daí vale destacar, seja ele comissionado ou efetivo, o que precisa é um político/gestor com pulso para enxergar os erros e tentar corrigir, não ser conivente com o que estar entranhado nas veias da administração pública de nossa cidade, do Estado ou do país, o que tá errado precisa de correção, pois se não for assim nunca sairemos do canto.

66 visualizações